O Rali de Portugal gerou, em 2023, um impacto económico estimado de 164,7 milhões de euros, de acordo com um estudo realizado pela Universidade do Algarve e divulgado hoje pela organização, um recorde para o evento.

De acordo com o trabalho realizado pela universidade algarvia, são mais 10,9 milhões de euros do que no ano anterior, representando um crescimento de 7,1%.

 Segundo os dados divulgados pela organização, a cargo do Automóvel Club de Portugal (ACP), a despesa direta gerada no rali, formada pelos gastos conjuntos de adeptos (residentes e visitantes), equipas e organização, ascendeu a 86,8 milhões de euros, mais 14% do que em 2022.

Mais de metade desse valor (50,5%) teve origem em equipas e adeptos estrangeiros, cujos gastos contribuem para um evento “inigualável no território nacional em termos de promoção de exportações”, apontam os especialistas do Centro de Investigação, Desenvolvimento e Inovação em Turismo (CiTUR) da Universidade do Algarve.

Também a receita fiscal direta sobre o consumo durante o Rali de Portugal cresceu para valores inéditos desde que o evento é analisado (desde 2007), superando os 21,7 milhões de euros em IVA e ISP, mais 19% do que em 2022. “Isto permitiu ao Estado arrecadar mais de 25% do impacto económico direto da prova”, lê-se no documento divulgado à imprensa.

Ao longo dos quatro dias de prova, cerca de um milhão de espetadores assistiu ao vivo à corrida, quinta ronda do Campeonato do Mundo, sendo que mais de 267 mil eram oriundos de Espanha e França, os países mais representados entre os visitantes estrangeiros de acordo com este estudo, mas também da Estónia, Reino Unido, Finlândia, Irlanda, Bélgica ou Eslováquia.

 Os visitantes estrangeiros permaneceram, em média, três noites em Portugal, um acréscimo face a 2022 (média de 2,75 noites), um valor que é quase o dobro da estada turística média nas regiões norte e centro do País naquela altura do ano. Mais de 38% dos turistas estrangeiros visitou aquelas regiões pela primeira vez.

Em termos mediáticos, a edição de 2023 da prova lusa atingiu registos inéditos ao nível da exposição e do alcance das suas plataformas digitais.

“Com mais de mil horas de transmissão televisiva em 110 países dos cinco continentes, o ‘broadcast time’ da prova cresceu 14,8% em relação a 2022, contribuindo para os mais de 77,9 milhões de euros de valor monetário nos media”, explica o documento.

Desde 2007, ano de início da análise científica por parte da Universidade do Algarve, o contributo do Rali de Portugal para a economia nacional cifra-se em 1.728,6 milhões de euros.

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