Uma batalha pela manutenção a sete

Entramos nas últimas três jornadas da I Liga com tudo em aberto na luta pela permanência. A jornada que se inicia esta sexta-feira com uma dessas equipas aflitas, o Famalicão, a receber o Estoril pode ser determinante para deixar já algumas equipas tranquilas para as duas últimas rondas. Precisamente o conjunto famalicense pode ser uma dessas formações: caso vença os “canarinhos”, alcança os 33 pontos na tabela e só uma hecatombe fará a turma de Rui Pedro Silva cair nos três últimos lugares do campeonato.

Ainda assim, o Famalicão tem mostrado algum desacerto a nível ofensivo e já não vence há mais de 2 meses (triunfo caseiro face ao Tondela, por 2-1). Veremos que embalo os empates frente a Gil Vicente e Benfica deram a um conjunto que por nível de plantel tem tudo para se manter entre a elite do futebol nacional.

No sábado, jogam-se mais três encontros transcendentais na batalha pela continuação no escalão principal no próximo ano. O Arouca (15º, com apenas mais um ponto que Moreirense e Tondela) recebe o já salvo Portimonense.

A equipa de Armando Evangelista tem deixado escapar pontos em duelos equilibrados, mas mostra-se como uma das equipas com melhores índices de pressão e critério defensivo na parte baixa da tabela. Além disso, o trio Bukia-André Silva-Arsénio pode ajudar a desbloquear jogos e atenção a um Alan Ruiz a ganhar preponderância nesta parte terminal da temporada.

Vizela vs FC Porto
Francis Cann (C) do Vizela disputa a bola com Vítor Pereira do FC Porto. créditos: HUGO DELGADO/LUSA

Em 13º lugar, o Vizela vem precisamente de um triunfo face ao conjunto arouquense e tem tarefa difícil, defrontando num Dragão cheio um FC Porto a sentir o cheiro do título. Os 32 pontos (seis de vantagem para a zona de descida) dão certa tranquilidade, mas não permitem garantias matemáticas de festa aos comandados por Álvaro Pacheco.

Ainda no domingo, a aflita B-SAD recebe o SC Braga, num jogo difícil, mas que olhando à fase recente (apenas uma derrota nas últimas sete partidas) permite acalentar esperanças numa permanência que aqui há umas semanas era dada como impossível.

Entre domingo e segunda-feira, temos mais dois jogos importantes nessa batalha, com o Moreirense de Sá Pinto a receber o Boavista (que procura confirmar matematicamente a manutenção) e o Tondela, 17º classificado, a viajar até Paços de Ferreira para defrontar um conjunto pacense bem sereno e livre de aflições.

Os cónegos voltaram às derrotas em Portimão, mas ganharam consistência defensiva no modelo pragmático do “Coração de Leão”. Os dois triunfos recentes, em Barcelos e na receção ao Gil Vicente, permitem sonhar, numa fase em que a equipa minhota tem o mesmo número de pontos que os tondelenses.

A equipa de Mário Silva tem apenas uma vitória nos últimos 11 jogos de campeonato, daí que a viagem até território pacense tenha de trazer boas notícias para uma equipa que já garantiu inédita presença no Jamor. Contas que preocupam as famílias da manutenção, à entrada para um trio de jornadas que promete ser frenético.

Um Barça a tentar evitar bater recordes negativos em própria casa

Quem diria há umas semanas que o Barcelona iria bater um recorde negativo do clube nesta parte final da temporada, depois de estar em crescimento no campeonato, de ter estado 15 jogos oficiais seguidos sem perder e de ter goleado o principal rival, Real Madrid, em pleno Bernabéu? “Bastaram” três derrotas seguidas em casa, para todas as provas, para fazer soar de novo os alarmes para os lados de Camp Nou. Nunca tal fenómeno tinha ocorrido numa só temporada no estádio da formação catalã.

Barcelona
Barcelona volta a perder em Camp Nou créditos: AFP or licensors

O jogo deste fim de semana, novamente no anfiteatro culé, frente ao Maiorca, pode servir para exorcizar fantasmas das prestações mal conseguidas das últimas semanas. A equipa confiante na reação à perda que se viu nos primeiros meses de 2022 deu novamente lugar a um Barça intranquilo, errático no processo defensivo e com alguma sofreguidão no ataque à baliza adversária.

Claro que a ausência do mago Pedri não ajuda a que a “Xavineta” role em condições, mas as dores de crescimento voltaram em força a um conjunto que ainda possui traços de impreparação claros, antes de poder voltar a lutar na plenitude pelos títulos mais importantes.

Talvez leve algum tempo, mas já deu para perceber que Xavi Hernández está disposto a assumir esse papel de responsável por recolocar o Barcelona nesse trilho.

Inter entrega o ouro ao bandido Milan, mas a história ainda está por finalizar

O habitual guarda-redes suplente Radu virou vilão no jogo em atraso que podia ter mudado tudo na Serie A (ou que até pode ter mudado, não na liderança, mas numa eventual conquista do título). O Inter perdeu em Bolonha e o Milan segue isolado no comando do campeonato italiano, a quatro jornadas do final.

Este fim de semana segue a saga, com a viagem dos “nerazzurri” ao terreno de uma Udinese que se consegue proteger bem num bloco médio-baixo e sair para o contra-ataque com perigo (atenção a Deulofeu), enquanto o Milan recebe uma Fiorentina que foi precisamente esmagada em casa pela eficácia dos de Udine, noutro duelo em atraso da liga.

Depois desta ronda 35, os “rossoneri” vão a Verona, recebem a Atalanta e terminam no terreno do Sassuolo e o rival da cidade recebe o Empoli, vai a Cagliari e termina a defrontar no Giuseppe Meazza a Sampdoria. Vão ser quatro jogos recheados de imprevisibilidade, mas com um Milan a mostrar maior regularidade recente (12 jogos consecutivos sem perder no campeonato).

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