A Confederação Asiática de Futebol manteve-se irredutível e insensível aos vários casos de COVID-19 que assolam o plantel do Al-Hilal, campeão asiático e também da Arábia Saudita e voltou a não adiar o jogo da equipa onde joga André Carrillo.

Os saudita entram em campo esta tarde frente ao Shabab Al-Ahli Dubai FC, do Dubai, em jogo da 6.ª jornada do Grupo B da Liga dos Campeões Asiáticos. O atual campeão da prova pediu o adiamento do jogo mas... nada feito.

Sendo assim, a equipa onde alinha o ex-Sporting e ex-Benfica André Carrillo terá no seu onze apenas oito jogadores de campo. Para ter uma equipa completa, o treinador colocou dois dos três guarda-redes do plantel a jogarem a avançados. No banco não estará qualquer jogador. Se alguém se lesionar, a equipa terá de aguentar até ao final com menos um. Não há espaço para cansaços nem para muitas mudanças táticas.

O técnico Razvan Lucescu ainda tinha esperanças em contar com mais dois jogadores mas Salman Al Faraj e Hamad Al Abdan não recuperaram a tempo, pelo que apenas restam 11 atletas saudáveis no plantel.

O Al Hilal já tinha atuado na última ronda da Champions asiática privado de 15 jogadores, todos infetados com COVID-19, tendo empatado a zero bolas com o Shahr Khodor do Irão, no passado sábado. Na altura o clube pediu o adiamento do jogo mas a AFC mostrou-se intransigente com o campeão asiático.

Al Hilal alinha com oito jogadores de campo e três guarda-redes, dois deles a avançado
Al Hilal alinha com oito jogadores de campo e três guarda-redes, dois deles a avançado créditos: Al Hilal

"A AFC não é obrigada a respeitar o atual campeão, mas deve respeitar a concorrência justa e garantir oportunidades justas para os participantes do campeonato", criticou, na altura, o presidente do clube saudita Al-Hilal, Saud Kariri.

Sem o avançado francês Bafétimbi Gomis ou médio italiano Sebastian Giovinco, os sauditas não arriscaram a utilização do capitão Salman Al Faraj (no sábado já testou negativo), e alinharam sobretudo com juniores, mantendo somente três suplentes no banco, contra os oito do opositor iraniano.

Seis elementos da equipa técnica, liderada por Razvan Lucescu (filho do treinador Mircea Lucescu), médica e administrativa também apresentaram resultados positivos para o coronavírus, num clube mergulhado no caos sanitário.

Segundo o presidente do clube, a disseminação do vírus começou em 7 de setembro, durante uma festa para comemorar a vitória no campeonato saudita.

Na 3.ª jornada também o Al Hilal tinha empatado 0-0 frente ao Pakhtakor Tashkent, do Uzbequistão.

O campeão da Arábia Saudita lidera o Grupo B com 11 pontos, mais três que o Pakhtakor Tashkent e mais quatro que o Shabab Al-Ahli Dubai FC, as outras duas equipas com hipóteses de se apurarem para a próxima fase.

A Liga dos Campeões da Ásia, a competição de clubes mais prestigiada do Continente, foi suspensa em março devido à pandemia, já que a fase de grupos estava apenas a começar.

A final foi adiada de 5 para 19 de dezembro.

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