O antigo jogador Oceano Cruz lamentou hoje a morte de “um excelente ser humano” como Diego Maradona, “o melhor de todos os tempos”, com quem se cruzou nos relvados ao serviço do Sporting e da Real Sociedad.

Em declarações à agência Lusa, o atual treinador adjunto de Carlos Queiroz, na seleção da Colômbia, recordou com tristeza os momentos vividos com o ‘astro’ argentino dentro e fora das quatro linhas e frisou que “hoje é um dia triste não apenas para o futebol, mas para toda a gente, porque é uma tristeza ver alguém que chegou tão alto terminar desta forma”.

“Doía um bocadinho ver esta fase final dele, porque em termos físicos a sua figura já não era a mesma, com dificuldades para andar e falar. A situação dele não era a melhor e dói ver alguém que foi o melhor do mundo estar numa situação que, não digo que dá pena porque acho que não se deve ter pena de ninguém, mas mexia comigo”, desabafou o antigo capitão dos ‘leões’.

Oceano defrontou Maradona pela primeira vez ao serviço do Sporting, na eliminatória da Taça UEFA que colocou os ‘verde e brancos’ frente ao Nápoles, em 1989/90, mas desafiado a recordar um episódio vivido com o argentino, lembrou uma troca de camisolas 'forçada' ao serviço da Real Sociedad.

“Um jogo com o Sevilha, em que precisávamos de ganhar porque estávamos numa situação má na tabela. Fizemos um belíssimo jogo, toda a equipa jogou bem e eu tive a felicidade de marcar dois golos. Durante o jogo ele ia falando comigo, elogiou-me, e no final eu vou trocar de camisola com o Simeone, atual treinador do Atlético de Madrid. Nisto vem o Maradona, tira-me a camisola e troca comigo. Eu olhei para o Simeone e disse: ‘perdón, pero es Maradona’”, recordou Oceano.

O episódio acabou mesmo por ser recordado pelos três jogadores, com boa disposição, em encontros “anos mais tarde”, nos quais o antigo jogador do Sporting e da seleção portuguesa comprovou que, “como pessoa, Maradona era extraordinário”.

“Um excelente ser humano, amigo dos seus amigos. Essa é a grande recordação que fica, como pessoa. Porque como jogador, nem se discute. Para mim, foi o melhor de todos os tempos”, frisou Oceano.

Maradona, considerado um dos melhores futebolistas da história, morreu hoje na sua residência, na Argentina, aos 60 anos, anunciou o seu agente e amigo Matias Morla.

Segundo a imprensa argentina, Maradona, que treinava os argentinos do Gimnasia y Esgrima, sofreu uma paragem cardíaca na sua vivenda na província de Buenos Aires.

A sua carreira de futebolista, de 1976 a 2001, ficou marcada pela conquista, pela Argentina, do Mundial de 1986, no México, e os dois títulos italianos e a Taça UEFA arrebatada ao serviço dos italianos do Nápoles.

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