Jorginho já pediu desculpas pelas suas declarações, após o Atlético Goianense perder para o Palmeiras por 4-2, para o Brasileirão. O técnico criticou de forma dura Abel Ferreira, português que comanda o Verdão. O clube paulista não gostou e veio a terreno defender o seu treinador, acusando Jorginho de usar expressões de "cunho xenófobo".

"O Palmeiras repudia com veemência as manifestações de cunho xenófobo que têm sido constantemente endereçadas à nossa equipa técnica. Nascemos pelas mãos de imigrantes que não somente fundaram um dos clubes mais vitoriosos do mundo, como também contribuíram com a formação da sociedade brasileira e da identidade nacional", começa por escrever o Palmeiras nas redes sociais.

"A nossa história de 107 anos foi construída por jogadores, profissionais e adeptos de diferentes nacionalidades e etnias, sem distinção. Portanto, não toleramos declarações preconceituosas que incitem a aversão a estrangeiros. Os nossos relvados não são feudos reservados a pessoas de um só país. Pelo contrário, neles há espaço para todos que tenham vontade e capacidade de melhorar o futebol brasileiro", completou o bicampeão da Libertadores.

O treinador do Atlético Goianense admite que possa ter exagerado mas garantiu que não é xenófobo.

"Passei 12 anos da minha vida no estrangeiro, como jogador e treinador e tenho um respeito muito grande por isso. Jamais trataria os estrangeiros de forma diferente. Se pareci xenófobo, peço desculpa. Eu tenho cidadania portuguesa e nada contra o Abel Ferreira", justificou-se Jorginho, em declarações à 'SporTV' brasileira.

Jorginho aproveitou para reforçar que Abel Ferreira tem faltado ao respeito aos árbitros e que estes nada fazem.

"Eu assustei-me com o olhar de Abel para o árbitro principal e para o quatro árbitro, pedi para serem mais severos com aquela atitude. Dentro de campo ele tem uma gestão maravilhosa, mas fora dele precisa de mudar o comportamento. Estava a ser desrespeitoso e espero que possa refletir isso com a sua equipa técnica", completou.

Depois de perder ver o seu Atlético Goianiense perder para o Palmeiras por 4-2 (sofreu quatro golos em sete minutos), Jorginho atacou Abel Ferreira, na conferência de imprensa.

"Respeito o árbitro, mas eles faltaram-lhe ao respeito. Chamaram-no de cego, insultaram-no de todos os nomes. [Abel Ferreira] bateu palmas ao árbitro e não aconteceu nada. Relatei isso, não é justo. O meu adjunto viu um cartão, o deles também, mas quem deveria ter sido expulso era o Abel. E não seria a primeira vez. [...] Não é à toa que, não apenas ele [Abel], mas toda toda a equipa técnica são expulsos constantemente por estas faltas de respeito. Bater palmas ao árbitro… estão a querer gozar com ele. Revolta-me como treinador, como brasileiro. Ele vem para o nosso país e está a desrespeitá-lo", comentou Jorginho, treinador do Atlético Goianiense.

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