Três jogos de Portugal no Grupo J de qualificação para o EURO 2024, três vitórias. Três jogos da Seleção Nacional sob as ordens de Roberto Martínez, outros tantos triunfos. Treze golos marcados, zero golos sofridos. Tudo corre sobre rodas nesta nova era da Equipa das Quinas.

Este sábado, no Estádio da Luz, frente à Bósnia e Herzegovina, a exibição não foi brilhante. A primeira parte teve alguns sustos e poucos lances de perigo criados até bem perto do intervalo. Só que, aí, dois homens vindos de Manchester - um do lado azul da cidade e outro do lado vermelho - mostraram todo o seu talento e lançaram Portugal para um triunfo claro, justo, natural, mas talvez mais folgado do que a exibição o merecia.

Bruno Fernandes, a jogar com a liberdade que gosta no meio-campo, isolou Bernardo Silva com um extraordinário passe rasteiro e o homem do City, que continua em alto depois da conquista da Liga dos Campeões, finalizou com enorme classe, inaugurando o marcador aos 44 minutos. O golo abriu caminho à vitória e a uma segunda parte (um pouco) mais conseguida por parte da seleção portuguesa.

Bernardo Silva e Bruno Fernandes voltaram a estar os dois no segundo golo. O esquerdino mostrou toda a sua qualidade técnica antes de deixar a bola bem redonda para um cruzamento perfeito de Rúben Neves ao qual Fernandes respondeu com um fulgurante e espetacular cabeceamento para o fundo das redes. Não satisfeito, o homem do Unietd viria a bisar na partida já nos descontos, com um remate de ressaca, à entrada da área.

Uma vitória por 3-0 "fabricada" em Manchester que deu seguimento à relação de amor do público que encheu a Luz com esta nova versão de Portugal, ainda que a exibição não tenha (longe disso) sido perfeita. E - apesar de ainda faltarem 7 jogos, a fase final do EURO 2024 parece já ali ao virar da esquina para Roberto Martínez e para os seus pupilos.

A história do encontro em fotos

O jogo

Sem grandes surpresas no onze (a única residiu na defesa, onde Pepe ficou no banco e António Silva foi titular), Portugal começou com João Félix ao lado de Ronaldo no ataque, mas tardou em criar perigo apesar de ter mais tempo de posse de bola. O encontro ia correndo de encontro às pretensões da Bósnia, que defendia atrás, mas sem ser sufocada, e conseguia até ser a equipa mais perigosa nas suas saídas para o contra-ataque.

Diogo Costa teve de se aplicar para evitar que um cruzamento-remate acabasse no fundo da sua baliza e Dzeko desperdiçou uma boa ocasião para colocar os visitantes na frente. Pelo meio Portugal até marcou, aos 23 minutos, na sua melhor jogada até então, mas Ronaldo estava em posição irregular quando cabeceou certeiro após cruzamento de João Cancelo.

Só já para lá da meia hora Portugal testou o guarda-redes contrário, num raro remate, desferido por João Félix após boa combinação com Ronaldo. Já se pensava que o nulo iria persistir até ao intervalo, mas o golo surgiu em cima do intervalo, na tal assistência fantástica de Bruno Fernandes para a finalização não menos fantástica de Bernardo Silva.

A segunda parte trouxe, depois, mais dois golos (e duas invasões de campo). A Bósnia tentou reagir, mas  só por uma vez (já bem perto do fim) testou realmente Diogo Costa (que voltou à titularidade na Seleção) e Portugal, para além dos dois golos de Bruno Fernandes, também podia ter aproveitado melhor mais alguns lances (Diogo Jota, acabado de saltar do banco, por exemplo, falhou de forma incrível um golo feito após passe de Ronaldo).

O momento

Minuto 44: Raphael Guerreiro arrancou pela esquerda, tocou para Ronaldo e este deixou para Bruno Fernandes, permitindo que o o médio do Manchester United tivesse tempo para, com um delicioso passe rasteiro, rasgar a defesa bósnia e deixar Bernardo Silva na cara do guarda-redes adversário. A classe do jogador do Manchester City fez o resto: um toque subtil, de pé esquerdo a fazer a bola passar por cima do guardião e entrar para o fundo das redes com muita categoria. Estava desfeito o nulo na melhor altura possível.

O melhor

Que grande noite viveu Bruno Fernandes na Luz. Uma assistência de grande nível e dois excelentes golos: o primeiro com um espetacular cabeceamento, o segundo com um remate à sua imagem. Em 56 internacionalizações totaliza agora 15 golos e 12 assistências. E parece encaixar na perfeição no papel que Roberto Martínez lhe reserva neste seu sistema tático.

O pior

João Félix foi titular quando muitos pediam que fosse concedida uma oportunidade a Rafael Leão no onze. O jogador do Atlético de Madrid, que passou a segunda metade da época emprestado ao Chelsea, até fez o primeiro remate digno desse nome de Portugal no jogo, mas pareceu sempre muito perdido no jogo até ser substituído, aos 62 minutos.

As reações

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