A ´corda` rebentou no Valência. Na ´guerra` entre Nuno Espírito Santo e a direção do Valência, venceu o treinador português. Amadeo Salvo, presidente da direção, Fabián Ayala, secretário técnico e Rufete, diretor desportivo ´bateram com a porta`, na sequência de desentendimentos com o técnico luso, de acordo com a imprensa espanhola.

Amadeo Salvo justificou a sua saída com problemas familiares, devido a doença do pai.

"Chegou o momento e queria fazê-lo publicamente por respeito a todos. Na passada segunda-feira comuniquei que queria deixar o clube e há duas principais razões: uma comuniquei a Peter Lim, o meu pai tem cancro e isso afeta o trabalho, pois não poderia entregar-me de corpo e alma ao Valencia como até agora; por isso, não tem sentido prolongar um compromisso até dezembro se não o vou fazer de corpo e alma e este é um momento em que temos que estar todos unidos", disse o até agora presidente do Valência em conferência de imprensa.

Amadeo Salvo, que elogiou a venda do clube a Meriton, negou que a sua saída, tal como a de Rufete e Ayala, tivessem a ver com desentendimentos com Nuno Espírito Santo.

"É uma decisão muito difícil para mim e perdoem-me que me esteja a emocionar, mas não foi fácil ver este clube cair em bancarrota. Fizemos o que achamos mais correto, aceitamos a oferta da Meriton e fá-lo-íamos mais 100 vezes, pois vos garanto que estamos em boas mãos. Devíamos 100 milhões e seriam os valencianos a pagá-los... já não serão. Tínhamos um estádio pendente e já não temos", esclareceu.

Mas de acordo com o jornal ´Super Deporte`, a saída dos elementos da direção prende-se com o mal-estar que se vivia no clube, entre os dirigentes e o treinador Nuno Espírito Santo. Diz o jornal que Fabián Ayala, Rufete e Amadeo Salvo estavam fartos da falta de hierarquia na organização do futebol, onde Nuno tem praticamente todos os poderes desde a sua chegada ao Mestalla em 2014, pelas mãos de Jorge Mendes, amigo de Peter Lim, dono do clube.

Na reunião que aconteceu esta tarde, Lay Hoon Chan, presidente do Conselho de direção, garantiu também que Fabián Ayala, secretário técnico e Rufete, diretor desportivo, deixam o clube.

Lay Hoon garante que o técnico português irá continuar ao comando do Valência.

"Nuno é o rosto da nossa equipa e continuará connosco na próxima temporada", garantiu.

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