A Premier League decidiu adiar o regresso do principal campeonato inglês de futebol. O 30 de abril era a data prevista para voltarmos a ter a bola a rolar na Liga Inglesa mas o organismo decidiu adiar o regresso "até que seja seguro voltar a jogar.

Ficou definido que a Premier League não recomeçará no início de maio – e que a época de 2019/20 só regressará quando for seguro e apropriado fazê-lo”, refere o organismo, em comunicado, após uma reunião com os clubes.

Em reunião por vídeo-conferência entre a Premier League, a PFA (Associação de Futebolistas) e a EFL (Liga Inglesa de Futebol, que reúne os clubes de divisões inferiores), o organismo que rege o futebol profissional em Inglaterra sublinha que "está a trabalhar em conjunto com todo o futebol profissional do país, com o Governo e as agências públicas para assegurar uma solução colaborativa".

No comunicado, é assinalado que "há um objetivo coletivo que se realize todos os jogos da Liga Inglesa e da Taça de Inglaterra, permitindo assim manter a integridade das competições". A Liga Inglesa só voltará "com um completo apoio do Governo" e das autoridades sanitárias.

Além disso, aprovou um plano económico que inclui três pontos.

- Será pedido aos jogadores uma redução de 30 por cento nos seus salários, de modo a que seja possível manter os restantes postos de trabalho em cada emblema face às perdas substanciais dos clubes na época em curso e à necessidade de proteção de empregos. Uma medida que estará "constantemente em análise se as condições mudarem".

Esta medida surge depois de o Governo, através de Matt Hancock, ministro inglês da Saúde, apelar os jogadores de futebol da 'Premier League' para que aceitassem uma redução de parte dos seus salários, como forma de contribuir para a crise desencadeada com a pandemia de COVID-19. A iniciativa de Hancock surge ao mesmo tempo que clubes históricos como Tottenham, Newcastle e Norwich decidiram colocar em 'lay-off' alguns trabalhadores.

- Os clubes da Premier League aprovaram uma ajuda de 125 milhões de libras (142,2 milhões de euros) para as divisões inferiores, a partir da segunda divisão (English Football League Championship) até a quinta divisão (National League) para assegurar o futuro destas competições.

- A Premier League comprometeu-se, junto dos futebolistas e dos clubes com uma ajuda de 20 milhões de libras (22,7 milhões de euros) para o sistema de saúde inglês.

"A Premier League compromete-se, imediatamente, a entregar 20 milhões de libras para apoiar o sistema nacional de saúde, famílias e grupos vulneráveis", indica a nota publicada no sítio oficial do organismo na Internet.

Os clubes "vão desenvolver programas para ajudar as comunidades mais carenciadas", assinala a Premier League.

A 'Premier League' está já bastante isolada face aos outros grandes campeonatos, onde já se viu jogadores de clubes como FC Barcelona, Juventus e Bayern reduzir salários para ajudarem o clube a passar pelos atuais momentos difíceis, relembrou o deputado conservador.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 54 mil. Dos casos de infeção, cerca de 200.000 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia, e o continente europeu é neste momento o mais atingido, com cerca de 560 mil infetados e perto de 39 mil mortos.

Em Portugal, que está em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 17 de abril, registaram-se 246 mortes e 9.886 casos de infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde.

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