O ataque da última noite ao autocarro do Benfica, quando a equipa regressava ao Seixal após o encontro com o Tondela e a vandalização de casas de jogadores  foi o segundo ataque em dez dias em que recaem suspeitas sobre membros de claques das 'águias'.

No passado dia 26 de maio, o jornal 'Correio da Manhã' noticiava o esfaqueamento de um adepto ligada à claque do Sporting 'Juve Leo' por parte de elementos alegadamente afetos à claque 'encarnada' 'No Name Boys'.

No dia seguinte o Comando Metropolitano de Lisboa da Polícia de Segurança Pública confirmava a agressão a um homem de 32 anos "alegadamente pertencente ao grupo organizado de adeptos conhecidos por Juve Leo" em São João do Estoril.

A PSP acrescentava ainda que "segundo foi possível apurar, o homem foi agredido por um grupo de cerca de 30 a 40 indivíduos, os quais tinham o rosto tapado com camisolas de cor preta, com as letras vermelhas alusivas à claque de futebol ‘No Name Boys’”, com o adepto sportinguista a afirmar que, apesar dos agressores estarem de cara tapada, reconhecia-os "em virtude de existir uma rivalidade antiga entre os mesmos".

Dias antes, a 18 de maio, a TVI noticiava a agressão de adeptos 'leoninos' por parte de adeptos do Benfica, contudo de acordo com a PSP o grupo de 15 agressores não foram identificados. Em declarações ao jornal 'Record', fonte oficial afirmou que apenas se tratavam de suspeitas: "Não temos neste momento qualquer tipo de evidência - as imagens não mostram nada, as vítimas não conseguem identificar os agressores. É abusivo partirmos do princípio que se tratam de adeptos do Benfica".

Já na última quinta-feira, depois do empate na Luz frente ao Tondela e no caminho de regresso ao Centro de Treinos do Seixal, à saída da autoestrada A2, o autocarro do Benfica foi alvo de um apedrejamento que danificou a lateral e o vidro frontal da viatura, sendo que uma pedra acabou por ultrapassar este último, ferindo Weigl e Zivkovic, que foram encaminhados para o Hospital da Luz, em Lisboa. Não foram identificados os autores, mas de acordo com a imprensa nacional a PSP tem suspeitas que membros dos 'No Name Boys' possam estar por detrás do ato.

O Benfica reagiu durante a noite, repudiando "o criminoso apedrejamento de que foi vítima o autocarro dos seus jogadores à saída da A2 quando se dirigia para o Centro de Estágios do Seixal, no final do jogo frente ao Tondela, realizado na noite de quinta-feira no Estádio da Luz". A Liga Portuguesa de Futebol Profissional reagiria minutos depois, condenando "veementemente o ataque cobarde de que o plantel do SL Benfica foi alvo".

Ainda durante a madrugada, as casas de vários jogadores e do técnico Bruno Lage foram vandalizadas com ameaças grafitadas no exterior das mesmas. Rafa e Pizzi foram dois dos alvos. De acordo com a Rádio Renascença, os autores não foram identificados, mas as suspeitas recaem novamente sobre membros da claque 'No Name Boys' que deixaram a sua assinatura na porta de Bruno Lage.

Já esta manhã foi a vez do presidente da Federação Portuguesa de Futebol reagir aos acontecimentos da última noite exigindo "os autores deste crime não passem impunes". Fernando Gomes ralçou ainda o esforço feito para que o futebol regressasse após a paragem provocada pela pandemia de COVID-19 e que estes atos "sejamos claros, mancham, de novo a imagem do futebol".

Zivkovic e Weigl, através de uma publicação nas redes sociais, informaram que estavam bem, com o internacional alemão a considerar que "houve uma linha que foi ultrapassada" com este ataque.

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