Na visita ao nordeste dos Estados Unidos, Luís Filipe
Vieira assumiu que o clube “está mais confiante”, depois de
ultrapassados os problemas financeiros e desportivos do passado
recente, mas nas suas diversas intervenções públicas e no contacto com
os benfiquistas foi rejeitando triunfalismos, colocando a tónica na
necessidade de “trabalho”.

Mas, com o Sporting a empatar no
sábado, prosseguindo a trajetória descendente na tabela, e o FC Porto,
no domingo, a bater o Braga e a isolar o Benfica no topo da Liga, o
entusiasmo dos adeptos presentes tornou-se difícil de conter.

“Este
ano não falha. Vamos fazer uma festa muito grande e já estamos a
preparar. Vai estar cheio, com muita emoção e alegria. A festa vai ser
para rebentar e os sportinguistas vão chorar. O Benfica vai ser
campeão”, sentencia Ramiro Ferreira, presidente de uma das Casas do
clube em Rhode Island..

Na inauguração da Casa do Benfica de
Danbury, a última das quatro, Lena Casimiro, mostra-se mais cautelosa,
afirma que “ainda não está nada terminado”, mas “o Benfica vai ganhar,
se continuarem a jogar como agora”.

Mais tarde, já em plena festa
no Centro Português da mesma cidade, esta benfiquista que também gosta
do Sporting foi ter com o presidente do Benfica para perguntar “porque
é que [o Benfica] no princípio [do campeonato] era sempre a golear, e
agora faz os benfiquistas sofrer”, com resultados mais magros.

Também
em Hartford, penúltima paragem (sábado) do presidente benfiquista, a
confiança quanto à conquista do campeonato era a nota dominante entre
os adeptos presentes.

Sempre com casa cheia - cerca de 400
pessoas em Danbury e outras tantas em Hartford - Vieira passou ainda
por duas cidades do Estado do Massachussetts: Chicopee e New Bedford,
onde estão concentradas grandes comunidades portuguesas.

Ao todo, estima-se que perto de 1,3 milhões de portugueses e luso-descendentes vivam atualmente nos Estados Unidos.

A
importância da comunidade portuguesa ali residente acabou por ficar
demonstrada pela presença dos presidentes de câmara de Danbury e de
Newington, que disputam eleições para o governo do Estado do
Connecticut.

Em plena campanha eleitoral, ambos disfarçaram o
mais que puderam o sotaque americano e, para gáudio dos benfiquistas
presentes, vestiram as cores do clube e gritaram “Viva o Benfica”.

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