Francisco J. Marques usou da ironia para criticar a forma como o Benfica reagiu às buscas da Polícia Judiciária no Estádio da Luz, a respeito do ´Caso dos emails`.

"Já tínhamos falado do comportamento de negação do Benfica desde que houve a decisão da providência cautelar. O advogado estava a falar e eu não via nada assim desde o naufrágio do Titanic. Estavam a decorrer buscas e o doutor João Correia a dizer 'ainda bem que vieram cá'. Se assim é, porque é que nunca se disponibilizaram? A orquestra a tocar enquanto o barco afunda. Não inventámos absolutamente nada, não manipulámos informação nenhuma, mostrámos a nossa disponibilidade para contribuir para uma investigação rápida, que consiga aprofundar estas coisas. Não tentámos impedir fosse o que fosse, ao contrário do Benfica. Queriam saber o que o FC Porto tinha e o que tinha entregue à PJ", disse o dirigente do FC Porto.

Os ´encarnados` através de um dos seus advogados, congratulou-se, na Benfica TV, pelo facto de a PJ estar finalmente a fazer buscas na Luz.

"Até que enfim que cá vieram. Perante as insinuações, sugestões feitas relativamente a factos fraudulentos praticados pelo Benfica, todos queríamos, avidamente, o único meio para destruir essas acusações, que era este episódio que se passou aqui hoje. Que a PJ cá viesse para verificar em pormenor se era verdadeiro. Estávamos desejosos que isso acontecesse", disse João Correia à BTV.

O diretor de comunicação do FC Porto frisou ainda que o clube irá continuar a "denunciar práticas irregulares".

"Estamos perante práticas muito complicadas, que adulteram a verdade das competições e assuntos que precisam de ser esclarecidos e investigados. Saudamos este passo e vamos continuar a colaborar, se pudermos. Continuaremos sempre a denunciar práticas irregulares. Isso, o FC Porto fará sempre", explicou Francisco J. Marques.

A Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL) confirmou esta quinta-feira a investigação a um suspeito, no âmbito do caso dos emails do Benfica, por corrupção passiva e ativa. Em comunicado, a PGDL dá conta da emissão de mandados de busca domiciliária e não domiciliária, no âmbito de uma investigação em curso pelos crimes de corrupção passiva e ativa, por parte da nona secção do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa.

O diretor de comunicação do FC Porto, Francisco J. Marques, acusou o Benfica de influenciar o setor da arbitragem e apresentou alegadas mensagens de correio eletrónico de responsáveis ‘encarnados', nomeadamente de Paulo Gonçalves e Luís Filipe Vieira, presidente.

Entre outras situações, o responsável dos ‘dragões' revelou também a alegada partilha de mensagens de telemóvel do atual presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Fernando Gomes, na altura em que presidiu à Liga de clubes, entre o diretor de conteúdos da BTV, Pedro Guerra, e o ex-presidente da Assembleia-Geral da Liga Carlos Deus Pereira.

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