O recém-eleito presidente Francisco Dias da Silva reconheceu hoje que o Gil Vicente “não está fácil de dirigir” no rescaldo da pandemia de covid-19, mas mostrou-se empenhado em estabilizar o clube na I Liga de futebol.

“Temos muito trabalho pela frente, mas estamos cá para dar o nosso melhor e atingir os objetivos propostos ao longo do tempo. Neste momento, o Gil Vicente tem razões de queixa da pandemia, porque estava bem até à paragem e agora está menos bem”, apontou o dirigente, na tomada de posse dos novos órgãos sociais dos minhotos.

Admitindo que a tarefa dos pupilos de Vítor Oliveira ainda “não está resolvida”, após três derrotas consecutivas desde a retoma do campeonato, o empresário lamentou que a pausa provocada pelo novo coronavírus em meados de março tenha “prejudicado imenso” os horizontes “a nível de permanência e de preparação da próxima época”.

“Bem precisamos que a época acabe bem. A determinada altura percebi que não havia outra opção que não fosse dar continuidade, porque o Gil Vicente está numa situação impossível de poder cair em vazios diretivos. Pode acontecer em qualquer clube, mas é demasiado sensível para uma altura em que temos de estar muito empenhados”, frisou.

Face a uma pandemia “transversal”, Francisco Dias da Silva lamentou a desaceleração verificada na angariação de novos associados, que pretende evoluir até aos “10.000 em dois ou três anos”, elogiando o “grande amor e coragem” dos seguidores que “pagam quotas e cadeiras da próxima época” sem poderem assistir aos jogos no estádio.

“O que posso prometer é que temos plena consciência do que temos para fazer. Iremos insistir em alguns projetos e a nova fase do Cidade de Barcelos será uma realidade. É pouco para o crescimento e as necessidades do clube, mas é bom. Vamos começar também a pensar no centenário do clube com toda a dignidade”, afiançou.

Francisco Dias da Silva, de 71 anos, foi hoje reconduzido na presidência do Gil Vicente rumo ao triénio 2020-2023, ao recolher 1.304 votos, 33 brancos e 20 nulos sem oposição nas eleições realizadas no Estádio Cidade Barcelos, onde compareceram 199 votantes.

O empresário renovou o mandato reassumido em maio de 2017, após uma passagem inicial na temporada 1989/90, que consagrou uma subida inédita dos minhotos ao escalão principal, sucedendo ao atual presidente honorário António Fiúsa.

Os gilistas regressaram esta época à elite do futebol português pela via administrativa, na sequência do ‘caso Mateus’, cuja resolução Francisco Dias da Silva tem “continuado a acompanhar com confiança” nas instâncias judiciais e “gostava de assistir” em breve.

“Não tem sido possível fazer qualquer acordo com a Federação Portuguesa de Futebol. Se fosse uma alternativa digna, sensata e de bom senso, tudo era possível. Como entendo que a proposta não tem nada disso, o tribunal haverá de decidir”, sintetizou.

Após um ano sem competir no Campeonato de Portugal, os ‘galos’ ocupam a 11.ª posição da I Liga, com os mesmos 30 pontos de Vitória de Setúbal e Belenenses SAD, nove acima da zona de descida, à entrada para as últimas sete jornadas.

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