Um “impedimento súbito” junto da Liga levou o Boavista a adiar para julho a inscrição do futebolista brasileiro Juninho Vieira, único reforço anunciado na reabertura do mercado, que regressou ao Desportivo de Chaves.

“A Boavista FC, Futebol SAD reconhece o surgimento de um impedimento súbito e posterior à contratação do jogador, que nada tem a ver com as despesas correntes da sociedade (entre as quais salários), mas impossibilitou a efetivação em tempo útil da sua inscrição”, lê-se em comunicado publicado no sítio oficial dos portuenses na Internet.

Juninho Vieira, de 24 anos, foi oficializado em 21 de janeiro como reforço do Boavista, rubricando um contrato válido por três temporadas e meia e evoluindo sob orientação de Jesualdo Ferreira, mas reintegrou na segunda-feira os treinos do emblema da II Liga.

“O jogador estava referenciado pelo Boavista há vários meses e, perante o interesse crescente de outros clubes, aliado a uma excelente oportunidade de negócio, a SAD optou por garantir desde já a sua contratação. A transferência do jogador ficará adiada para o próximo dia 01 de julho de 2021”, garantiu a administração dos ‘axadrezados’.

Juninho Vieira, de 24 anos, marcou quatro golos em nove jogos pelo Desportivo de Chaves na primeira metade da época, após ter somado seis tentos em 26 aparições ao serviço do Estoril Praia em 2019/2020, cedido pelos brasileiros do Athletico Paranaense.

O extremo natural de Pitangui já representou a equipa principal do emblema de Coritiba e passou por diversos empréstimos a Grêmio Esportivo Brasil, Grêmio Novorizontino, Figueirense, Vila Nova e Portimonense, no qual contabilizou um jogo, em 2015/16.

Sublinhando que o impedimento de inscrições “ficará resolvido nos próximos dias”, o Boavista admitiu ter “recusado liminarmente todas as propostas” para transferir três jogadores em janeiro, ao preferir “colocar a vertente desportiva à frente da financeira”.

“A Boavista FC, Futebol SAD reafirma ainda que o acionista maioritário [o empresário hispano-luxemburguês Gérard Lopez] está a cumprir na íntegra tudo o que está contratualizado, sendo igualmente importante explicar que, sem o empenho deste, teria sido praticamente impossível cumprir com as atuais obrigações do clube”, agregou.

O emblema campeão nacional em 2000/01 deverá concluir até ao final de março uma “restruturação financeira entre o clube e a SAD”, que “passará a disponibilizar as ferramentas necessárias para evitar a repetição deste tipo de situações”.

“Vivemos um momento atípico das nossas vidas, com reflexos inegáveis, também no futebol, que levaram a uma perda significativa de receitas e transformaram a gestão num verdadeiro desafio”, assume o Boavista, 16.º colocado da I Liga, com 14 pontos, que prepara a receção ao Gil Vicente na sexta-feira, às 21:00, em jogo da 17.ª jornada.

No sábado, os portuenses interromperam um ciclo de quase três meses sem triunfos no campeonato, ao alcançarem uma “importante vitória” no terreno do Portimonense (2-1), que veio “reforçar a confiança absoluta em todo o grupo de trabalho da equipa profissional”.

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