A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) pagou 11 milhões de euros à Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) para saldar dívidas fiscais dos clubes, no âmbito do denominado “totonegócio”, revelou esta quinta-feira o próprio organismo.

No seu site oficial, a FPF anunciou o encerramento de um «processo de 15 anos», depois de cerca de 11 meses de negociações com o Governo.

«A Federação Portuguesa de Futebol saldou, desta forma, de uma só vez, cerca de 11 milhões de euros de dívidas dos clubes, ficando com o direito de regresso sobre os mesmos, nomeadamente no que diz respeito às verbas oriundas dos jogos sociais», lê-se no site.

O organismo dirigido por Fernando Gomes explicou que este pagamento «possibilita que os clubes apresentem as respetivas situações fiscais regularizadas perante os órgãos de licenciamento nacionais e internacionais».

«Permite que os clubes não devedores recebam as verbas a que tinham direito por via dos jogos sociais, algo que não acontecia enquanto o processo não fosse resolvido», acrescentou.

A FPF lembrou que este pagamento de 11 milhões de euros inclui dívidas de clubes profissionais e não profissionais, nomeadamente o FC Porto, Benfica, Sporting CP e Sporting de Braga.

«Não foram abrangidos clubes ou SADs que deixaram de existir ou que têm contenciosos de outra ordem, como processos de insolvência, ou mudaram a forma de organização nos últimos tempos. São eles o Estrela da Amadora, o Salgueiros, o Chaves, o Maia, a União de Leiria e o Boavista», concluiu a FPF.

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