O regresso da equipa de futebol do Paços de Ferreira, após jogo em Coimbra para a Taça de Portugal, demorou quatro horas, mais do dobro do tempo, por vias secundárias, devido aos incêndios e cortes de estradas.

A comitiva pacense deixou o Estádio Cidade de Coimbra por volta das 23:30 de domingo e chegou a Paços de Ferreira pelas 03:20 de segunda-feira, numa viagem de praticamente quatro horas para vencer os 150 quilómetros de distância entre as duas cidades, o que, habitualmente, se faz em menos de metade desse tempo.

"Foi uma viagem muito cansativa, quase sempre por estradas nacionais, em ziguezagues mais ou menos constantes, com exceção do troço de autoestrada entre Aveiro e o Porto, devido aos incêndios e aos cortes de via provocados por estes", contou Paulo Gonçalves, secretário técnico do Paços de Ferreira, à chegada.

Paulo Gonçalves disse à Lusa que a comitiva foi posta ao corrente dos condicionalismos logo à saída do estádio e aconselhada pelas autoridades, "uma presença assídua no caminho e nos vários acessos rodoviários", a seguir caminhos alternativos.

"Fomos em direção à Figueira da Foz sempre pela Estrada Nacional, valendo-nos ainda um condutor que, percebendo a nossa dificuldade nos conduziu praticamente até Aveiro, onde pudemos, finalmente, entrar na autoestrada 1. A ideia era sairmos em Espinho, seguindo pela CREP (Circular Regional Exterior do Porto) até Alfena, mas o acesso também estava cortado e, por isso, fomos diretos ao Porto", afirmou.

Paulo Gonçalves contou ainda que, "apesar de tudo, a viagem foi tranquila", com "todos no autocarro a seguirem com interesse os noticiários".

"Já próximo de Aveiro, apanhámos ainda um fogo ativo relativamente perto e, pelo rasto de fumo e os clarões, fomos percebendo a dimensão dos fogos. Havia incêndios por quase todo o lado e já bem perto de casa, em Alfena, também não pudemos entrar na A42, tendo de chegar a Paços de Ferreira pela Agrela", concluiu, no final de uma jornada desportiva que atirou a equipa para fora da Taça de Portugal, após derrota diante da Académica, por 2-1, após prolongamento.

É a segunda vez este ano que as deslocações do Paços de Ferreira são profundamente afetadas: a 07 de agosto, no arranque da I Liga, a delegação do Paços de Ferreira teve de seguir para a Ilha da Madeira numa pouco usual viagem de barco, a partir de Porto Santo, devido ao vento forte que se fazia sentir no arquipélago, com especial incidência na pista do Aeroporto Internacional da Madeira.

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