“Estes estágios vão permitir o encaixe de uma receita financeira importante, e podem ser uma oportunidade importante para que atletas brasileiros e portugueses trabalhem em conjunto na preparação”, afirmou à agência Lusa José Manuel Constantino.

O presidente do COP admitiu ter sido contactado recentemente pelo seu homologo do Comité Olímpico do Brasil, Paulo Wanderley Teixeira, sobre a escolha de Portugal para os estágios de cerca de 200 atletas olímpicos, impedidos de treinas no seu país devido à pandemia de COVID-19.

O presidente do COP lembrou que no início do atual ciclo olímpico, em 2017, o líder do Comité Olímpico Brasileiro visitou Portugal para “averiguar as condições do país para acolher a preparação de alguns atletas, tendo em conta, sobretudo, a preparação para os Jogos Olímpicos Paris2024”.

Segundo José Manuel Constantino, o Complexo Desportivo de Rio Maior (DESMOR) deverá “centrar a maior parte dos estágios”, que deverão incluir, pelo menos, as modalidades de natação e judo.

O presidente do COP afirma que o Brasil já tem “tradição em fazer preparação em Portugal, nomeadamente no triatlo” e lembra também que o país é muitas vezes escolhido para estágios internacionais de outras modalidades, dando como exemplo o remo e a canoagem.

José Manuel Constantino referiu ainda que no início do atual ciclo olímpico, em 2017, o presidente do COB visitou Portugal para estudar a possibilidade de realizar no país parte da preparação para os Jogos Olímpicos Paris2024.

“Atendendo à impossibilidade de treinarem agora no Brasil, e à incerteza quanto a datas de regresso à normalidade, houve uma antecipação dessa preparação já para os Jogos de Tóquio [adiados para o verão de 2021], disse à Lusa o presidente do COP.

A presidente da DESMOR, Diva Cobra, confirma a existência de negociações com o COB para a realização destes estágios, desconhecendo, para já, as modalidades que vão ser abrangidas.

“Desde 2010 que somos uma base de treino de atletas brasileiros e sabemos que eles querem trazer atletas para a Europa, de forma a não hipotecar a preparação dos Jogos Tóquio2020 e Paris2024”, disse à Lusa Diva Cobra.

A responsável garantiu ainda que as negociações envolvem protocolos médicos rigorosos, com ações nos dois países, devido à pandemia.

O COB anunciou na segunda-feira que Portugal foi o primeiro país europeu escolhido para acolher estágios de atletas olímpicos brasileiros, impedidos de treinar nas melhores condições no seu país devido à pandemia de covid-19.

Devido à pandemia de COVID-19, declarada em 11 de março, os Jogos Olímpicos Tóquio2020 foram adiados para o verão de 2021, e as competições desportivas de quase todas as modalidades foram disputadas sem público, adiadas ou canceladas.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 373 mil mortos e infetou mais de 6,2 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (105.099) e mais casos de infeção confirmados (mais de 1,8 milhões).

Seguem-se o Reino Unido (39.045 mortos, mais de 276 mil casos), Itália (33.475 mortos, mais de 233 mil casos), o Brasil (29.937 mortes e mais 526 mil casos) França (28.833 mortos, mais de 189 mil casos) e Espanha (27.127 mortos, mais de 239 mil casos).

Portugal contabiliza pelo menos 1.424 mortos associados à covid-19 em 32.700 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado na segunda-feira.

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