O ciclista esloveno Tadej Pogacar (UAE Emirates) venceu hoje a clássica Liège-Bastogne-Liège, ao impor-se, num ‘sprint’ reduzido, ao campeão do mundo de fundo, o francês Julian Alaphilippe (Deceuninck-QuickStep).

Meia roda ‘bastou’ para o jovem esloveno, vencedor da Volta a França em 2020, se impor a Alaphilippe, que vinha de ganhar a Flèche Wallonne, triunfando ao cabo de 6:39.26 horas, gastas para cumprir os 259,1 quilómetros da 107.ª edição da ‘Decana’, a mais antiga das cinco clássicas classificadas como ‘monumentos’ do ciclismo.

A fechar o pódio ficou o francês David Gaudu (Groupama-FDJ), à frente de um dos destaques da corrida: no dia em que cumpriu 41 anos, o espanhol Alejandro Valverde (Movistar) foi quarto.

O veterano venceu a corrida por quatro vezes, em 2006, 2008, 2015 e 2017, e podia, em caso de novo triunfo, igualar o ‘mítico’ Eddy Merckx, que tem cinco, e, em dia de aniversário, voltou a ficar muito perto.

A vitória acabou por cair para Pogacar, que aos 22 anos somou o primeiro ‘monumento’ ao bater um quinteto de corredores ao ‘sprint’ - o canadiano Michael Woods (Israel Start-Up Nation) foi quinto.

‘Pogi’ já tinha sido terceiro em 2020 e este ano continua a somar triunfos: ganhou a Volta aos Emirados Árabes Unidos, com uma etapa, o Tirreno-Adriático, com outra tirada e a classificação da montanha, e ganhou outra etapa na Volta ao País Basco.

É, de resto, o primeiro campeão em título do Tour a triunfar num ‘monumento’ desde 1980, quando Bernard Hinault também ‘juntou’ o Tour (1979) à Liège (1980), e o quarto ciclista de sempre a conseguir tal proeza: Ferdi Kubler fê-lo em 1951, o 'inevitável' Merckx por quatro vezes, em 1971, 1972, 1973 e 1975, ao qual se seguiu Hinault.

O feito de Pogacar não foi, contudo, o único marco histórico da corrida de hoje, já que desde 1998, e portanto desde o século passado, que não havia dois franceses no mesmo pódio de um ‘monumento’: os últimos foram Emmanuel Magnien e Frédéric Mocassin, batidos pelo alemão Erik Zabel na Milão-Sanremo desse ano.

Depois de ter falhado a Flèche Wallonne devido a testes positivos à covid-19 na equipa – que, curiosamente, tem a totalidade do seu plantel vacinado contra o novo coronavírus -, Pogacar regressou para a última das clássicas de primavera, a ‘Decana’ destas corridas, para vencer após a INEOS ‘partir’ o pelotão.

O britânico Tao Geoghegan Hart e o polaco Michal Kwiatkowski deixaram os favoritos em alerta, mas não conseguiram fazer a diferença, nem com o ataque de Richard Carapaz em Les Forges.

O equatoriano acabou desqualificado, de resto, por usar por breves segundos a posição de descida ‘super tuck’, em que os ciclistas se apoiam no guiador, agora proibida pela UCI, desde o início do mês.

Foi Woods a lançar o ataque decisivo e, depois, Pogacar beneficiou de seguir na roda de Alaphilippe no ‘sprint’ decisivo, no qual Valverde entrou na frente.

“Amo esta corrida. Sabia que Alaphilippe teria um ‘sprint’ longo, coloquei-me na roda dele e consegui ultrapassar”, explicou o esloveno.

Os dois portugueses em prova chegaram a 3.06 minutos do vencedor: Rui Costa (UAE Emirates), terceiro em 2016, foi 63.º, enquanto João Almeida (Deceuninck-QuickStep) foi 65.º na estreia na prova, três anos depois de ter vencido a versão sub-23 do mais antigo dos cinco ‘monumentos’.

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