Falar da primeira jornada é abordar acontecimentos previsíveis. Infelizmente para Jorge Jesus, depois de uma pré-época estranha a vários níveis, o primeiro jogo oficial foi mais do mesmo: mais uma primeira jornada sem vencer e o arrastar de uma equipa sem capacidade de reação, cansada e desalinhada. 

Previsível porque a pré-época trouxe um Benfica confuso em termos táticos e organizacionais como o caso muito mal gerido de Cardozo, Matic ser o jogador com mais minutos mas assumido por Jorge Jesus como muito difícil de manter no plantel na má entrevista realizada por um Administrador da SAD ao treinador do ponto de vista estratégico.  

Fruto da preocupação que provavelmente passará na sua cabeça, o que se viu no banco benfiquista na Madeira foi um treinador cabisbaixo, triste e preocupado. Saberá que terá pouca margem de manobra para esta nova época e que sem a equipa do seu lado, pouco mais conseguirá fazer. E até que provem o contrário, a questão mantêm-se: manterão os jogadores respeito e aceitação da sua liderança após tantos desaires e situações mal geridas? 

Dia 31 de Agosto e os primeiros dias de Setembro serão marcos importantes a vários níveis para o treinador: data do jogo com o Sporting em Alvalade e perceber quem sai e se entrará ainda mais alguém. A partir daí poderá ter maior tranquilidade…ou não.  

Alvalade, onde se viveu um passo importante. Três pontos são três pontos, mas para Leonardo Jardim é muito importante colocar confiança num plantel jovem e pequeno. Terá a grande vantagem de durante a época ter apenas a Liga e os jogos das Taças internas, possibilitando preparar a equipa em termos táticos e comportamentais com mais tempo. Mais tempo que só será passado com tranquilidade se vierem de vitórias. 

Curiosidade para perceber como irá Jardim conviver com o seu lado mais introvertido e ter um Presidente no ‘seu’ banco de suplentes mais interventivo quando as coisas correrem menos como o esperado. 

Destaque ainda para as excelentes entradas e confirmações de Marco Silva, Nuno Espírito Santo e Rui Vitória. Capacidade para conseguirem um equilíbrio coletivo e a capacidade de construírem novas equipas. Paulo Fonseca, o dilema de saber gerir os intensos duelos internos com a ajuda da SAD portista e a má entrada de Costinha. Saberá gerir as emoções e expectativas criadas?

Por último, para a lágrima quase deixada cair por José Mourinho no seu regresso a Londres. Genuína? Sentida? Ensaiada? Nestes mindgames vale de tudo, mesmo que seja genuíno. 

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