
A Académica recorreu às redes sociais para denunciar insultos racistas e xenófobos que foram proferidos contra o médio Gabriel Santos e o avançado Lucas Ferreira. Os jovens brasileiros que integram a equipa de sub-16 foram visados por um jogador da Sanjoanense.
A partida, que teve lugar no último sábado e era a contar para a 7.ª jornada da fase de manutenção no Nacional de Juvenis (Sub-17), chegou mesmo a ser interrompida.
"Os jogadores da formação da Académica foram vítimas de insultos discriminatórios por parte de um adversário durante uma partida oficial frente à Sanjoanense. Gabriel foi alvo de comentários xenófobos, enquanto Lucas foi vítima de insultos racistas. A situação foi de tal gravidade que o árbitro interrompeu o jogo e, durante alguns minutos, esteve à conversa com os capitães e treinadores."
"A Académica repudia veementemente qualquer forma de racismo e xenofobia e manifesta total apoio aos seus atletas. O futebol deve ser um espaço de respeito, inclusão e fair play, e não há lugar para o preconceito dentro ou fora das quatro linhas."
"Perante a gravidade dos acontecimentos, a Académica vai apresentar a respetiva participação disciplinar junto da Federação Portuguesa de Futebol. Que este episódio sirva de alerta para que todos os clubes, entidades e adeptos continuem a lutar por um futebol verdadeiramente igual."
A Sanjoanense acabou por vencer o embate por 2-1. Os estudantes ocupam o 3.º lugar da fase de manutenção no Nacional de Juvenis, com 14 pontos, mais quatro do que a Sanjoanense (5.ª). Em lugar de descida estão Tondela, Boavista e Sacavenense (10.º).
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