Os salários dos jogadores do Clube Desportivo da Huíla foram pagos na totalidade até Março, mesmo com o Girabola suspenso, informou, esta sexta-feira, o diretor administrativo da agremiação, Ezequias Domingos.

Em declarações à Angop, o dirigente desportivo adiantou que serão também pagos os ordenados do mês de Abril.

Fez saber que o clube gasta mensalmente em salários cerca de cinco milhões de Kwanzas, valor resultante, na sua maior parte, de apoios de patrocinadores "porque a bilheteira rende pouco".

Indicou que o receio agora vem dos grupos empresariais que os apoiam, "que pararam de produzir e tememos que não saiam incólumes desse problema, que pode nos afetar diretamente”.

Ezequias Domingos fez saber que os custos por jogo ascendem um milhão de Kwanzas, desde alojamento, transporte e alimentação do trio de arbitragem, transporte interno, aluguer do estádio, tintas para alinhamento do campo, entre outros.

O diretor administrativo do clube “militar” do sul do país disse que as receitas de cada jogo variam entre 30 a cem mil Kwanzas com equipas do seu nível, enquanto com o 1º de Agosto ou Petro de Luanda chegam os 600 mil.

Manifestou-se indignado com o “fraco” interesse do setor privado em apostar no desporto e, com a recessão económica que se avizinha, as agremiações desportivas sentirão diretamente os efeitos “devastadores”.

Além do Girabola, o Desportivo da Huíla disputa a Taça de Angola (quartos-de-final).

A seis jornadas do fim da prova maior do futebol nacional, o Desportivo ocupa a quarta posição com 38 pontos, num campeonato liderado pelo Petro de Luanda com 54, contra 51 do 1º de Agosto, com menos um jogo.

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