Portugal teve de puxar da eficácia para levar de vencida a República Checa, na 3.ª jornada do Grupo A2 da Liga das Nações de futebol. Os golos de João Cancelo e Gonçalo Guedes no primeiro bastaram para os lusos somarem os três pontos e liderarem o grupo, agora isolados, com sete pontos, antes da deslocação à Suíça, para o último dos quatro jogos desta época.

No outro jogo do grupo, a Espanha venceu a Suíça por 1-0 e subiu ao segundo posto, com cinco pontos em três jogos. Os helvéticos perderam os três jogos que já disputaram.

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Fernando Santos nada conservador

A densidade de jogos (quatro em 11 dias, em plena final de época) pedia novamente mudanças no onze de Portugal. Não se esperava era que Fernando Santos fosse tão radical, ao entrar num 4-4-2 ou 4-3-3, com Bernardo junto dos médios e uma linha de três avançados na frente: Diogo Jota, Cristiano Ronaldo e Gonçalo Guedes.

Na revolução do Engenheiro, a titularidade de Gonçalo Guedes (suplente utilizado em Espanha e fora dos 23 face diante da Suíça) foi a maior surpresa, num onze que contou com os regressos de Diogo Costa, Raphaël Guerreiro e Bernardo Silva. Otávio e Bruno Fernandes foram outros dos sacrificados, tal como Nuno Mendes e Rui Patrício.

Este seria sempre um jogo de paciência, onde Portugal teria de puxar dos seus melhores argumentos para bater a linha de cinco defesas dos checos (tantas dificuldades tem Portugal quando apanha equipas com uma defesa a cinco).

A República Checa defendia com a defesa um pouco subida, jogadores juntos e sem dar espaço aos lusos para a criação pelo meio. A profundidade que Portugal tanto teve para atacar diante da Suíça deixou de existir, pelo era preciso arte e engenho.

Demorou muito a ser encontrado o caminho para a baliza de Stanek, pouco interventivo, o que relevava as dificuldades dos comandados de Fernando Santos. Uma incursão de William Carvalho ao segundo poste após livre de Rúben Neves era o melhor de Portugal nos primeiros 15 minutos.

Foi preciso esperar pela primeira intervenção de Diogo Costa no jogo para se ver... o primeiro de Portugal. Depois de um bom lance de ataque, onde Kuchta deixou Danilo para trás, o avançado rematou para defesa do guardião luso para canto, aos 31 minutos. Depois, deu golo de Portugal

Bernardo e Cancelo reeditaram o quarto golo diante da Suíça (marcado no lado contrário, no segundo tempo), numa combinação 'made in Manchester City' pela direita. Excelente passe do 'mágico' para o lateral rematar ao primeiro poste, quando Stanek esperava um cruzamento.

Os muitos adeptos que quase encheram Alvalade - 44100  para ser mais preciso - ainda estavam a festejar e já havia novo golo de Portugal. Novamente Bernardo Silva, a lançar Gonçalo Guedes na área, para um desvio subtil do extremo para o 2-0. Ao contrário de outros jogos, Portugal mostrava-se muito eficaz.

Quem não estava satisfeito com o que via era Jaroslav Silhavy, selecionador da República Checa. Não foi de admirar que ao intervalo tenha feito três mexidas, com as entradas de Jurecka, Jemelka e Pesek nos lugares de Lingr, Havel e Kuchta.

Segundo tempo de gestão

Obrigada a assumir o jogo para tentar marcar e reentrar na discussão do resultado, a República Checa pouco incomodou a defensiva lusa.

Aos 60 minutos, uma perda de bola de Bernardo Silva no ataque deu lugar a um contra-ataque perigosíssimo, de três para dois. Valeu a forma como Rúben Neves e Cancelo mantiveram a linha, obrigando Jurecka a rematar em vez de passar.

No minuto seguinte, quase o 3-0. Grande lance de Diogo Jota, a fletir da direita para o meio e rematar para grande defesa de Stanek.

Portugal controlava mas era preciso manter a equipa 'ligada à corrente'. Fernando Santos aproveitou o minuto 68 para lançar Vitinha e Bruno Fernandes, nos lugares de Bernardo Silva e William, refrescando assim a zona central, com jogadores também com capacidade para reter a bola.

Antes das mexidas, Gonçalo Guedes caiu na área e pediu penálti mas o árbitro esloveno Matej Jug mandou seguir. Mais um excelente lance de ataque, após centro de Diogo Jota.

Rafael Leão, João Palhinha e João Moutinho foram as últimas apostas de Fernando Santos, mais para refrescar a equipa e segurar o resultado.

Até ao final, destaque para dois remates às malhas laterais de Diogo Costa, em dois lances perigosos dos checos, e um passe de Bruno Fernandes que por pouco não deixava Cristiano Ronaldo na 'cara do guarda-redes'. Valeu o corte de Brabec.

Portugal passa a somar sete pontos  e lidera o Grupo A2 da Liga das Nações com mais dois pontos que a Espanha, seleção que subiu ao segundo posto após vencer a Suíça.

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