A seleção portuguesa de futebol precisa mais do que nunca de manter o registo 100 por cento vitorioso na receção de sexta-feira à congénere da Rússia, que se revelou sempre uma visita muito respeitosa.

A Rússia saiu derrotada nas duas únicas vezes que jogou na condição de visitante em Lisboa, a primeira no Estádio da Luz, e a última por retumbante 7-1, em Alvalade, resultados que contribuíram para o balanço global muito favorável de Portugal frente à equipa atualmente treinada pelo italiano Fabio Capello, com um total de cinco vitórias, um empate e duas derrotas.

O desfecho não foi diferente quando a herdeira da União Soviética e representante futebolística do maior país do Mundo jogou no Estádio da Luz na fase final do Euro2004, na altura considerado campo neutro, terminando com o triunfo por 2-0 da equipa das “quinas", que depois chegaria à final com a Grécia, na qual perderia por 1-0, também no recinto do Benfica.

O histórico de sucessos é, no entanto, muito mais recuado: em 1966, a seleção portuguesa deu-se a conhecer ao Mundo no campeonato realizado em Inglaterra, e a extinta URSS foi a última vítima, derrotada por 2-1 no jogo de apuramento do terceiro e quarto classificados, com golos de Eusébio, que bateu de grande penalidade o lendário Lev Yashin, e Torres, em cima do apito final.

Portugal saiu de novo vencedor seis anos mais tarde, em 1972, ao impor-se por 1-0 em jogo da Taça Independência, realizado em Belo Horizonte, graças ao remate certeiro de Jordão, que se voltou a revelar decisivo uma década mais tarde, ao assegurar a qualificação para o Europeu de 1984.

Depois de ter sido goleado por 5-0 em Moscovo, Portugal recebeu no último jogo do apuramento uma equipa da URSS à qual bastava o empate para seguir viagem para França, mas uma grande penalidade inexistente (Chalana foi derrubado fora da área) permitiu a Jordão converter-se em herói nacional e carimbar a primeira presença lusa na fase final de um Europeu.

Seis meses antes, na primeira vez que visitou a capital russa, onde nunca ganhou, nem marcou qualquer golo em três confrontos, a equipa lusa tinha saído goleada por 5-0 pela União Soviética, resultado do qual só se desforrou 21 anos mais tarde, ao "despachar" em Lisboa a Rússia por 7-1.

As duas seleções só voltaram a medir forças em 2004, na fase final do Europeu realizado em Portugal. A URSS deu lugar à Rússia, mas o desfecho foi o mesmo: a equipa das "quinas", que estava em situação delicada depois de ter perdido na estreia com a Grécia, venceu por 2-0 com golos de Maniche e Rui Costa e ganhou embalagem até à final, na qual voltaria a ceder perante os helénicos.

Quatro meses mais tarde e mais de 21 anos após o desastre de Moscovo, Portugal respondeu com juros e a Rússia saiu de Lisboa vergada a uma pesada derrota por 7-1, materializada com "bis" de Cristiano Ronaldo e Petit e os remates certeiros de Pauleta, Deco e Simão.

Mesmo sem ganhar na capital russa, o empate 0-0 alcançado no Estádio do Lokomotiv colocou Portugal na rota do Mundial de 2006, realizado na Alemanha e no qual a equipa nacional obteve a sua segunda melhor classificação, ao terminar no quarto lugar, mas o mesmo não se poderá dizer do resultado obtido já na atual campanha.

A 12 de outubro de 2012, a seleção portuguesa apresentou-se em Moscovo para discutir a liderança do Grupo F, mas a derrota por 1-0, consumada com um golo madrugador de Aleksandr Kerzhakov, aos seis minutos, deu inicio a uma série de resultados comprometedores, que colocam a equipa orientada por Paulo Bento na obrigatoriedade de vencer os russos na sexta-feira, na Luz, não ficar ainda mais longe da fase final do Mundial de 2014, que se vai realizar no Brasil.

O jogo entre Portugal e Rússia está marcado para às 20h45 desta sexta-feira, no Estádio da Luz, em Lisboa.

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