Continua a maldição do FC Porto em Inglaterra, mas o sonho dos 'oitavos' da Champions permanece intacto. A equipa de Sérgio Conceição criou várias ocasiões para marcar em Anfield, mas pagou caro o desperdício e acabou por sucumbir à qualidade do adversário, que já tinha assegurado o primeiro lugar do grupo. Mesmo sem pontos, os 'dragões' beneficiaram da derrota (0-1) sofrida pelo Atlético Madrid na receção ao AC Milan para manterem o segundo lugar, dependendo apenas de si para se apurarem.

Sérgio Conceição não abdicou do 4x4x2, lançou Pepe de início (era a grande dúvida) e o FC Porto entrou sem medo, com bola e a pressionar alto num palco onde nunca venceu. Aos 8 minutos, um roubo de bola de Otávio a Tsimikas resultou num cruzamento para um desvio de Matip que quase traiu Alisson. Pouco depois, Otávio assinou o falhanço da noite: Luis Díaz acelerou na esquerda e serviu o médio na chegada à área, que só tinha de encostar, mas atirou ao lado. Os 'dragões' ficaram a pedir penálti, mas o árbitro mandou jogar.

Já apurado e com apenas três dos habituais titulares (Salah, Mané e Alisson), o Liverpool ia apostando nas transições rápidas, mas foi só depois da saída de Pepe - ressentiu-se da lesão e teve de ser substituído por Fábio Cardoso - que a equipa da casa espevitou. Sadio Mané chegou, inclusive, a festejar aos 38', mas estava em posição irregular.

Já perto do intervalo, um excelente passe de Otávio deixou Taremi na cara de Alisson, mas o iraniano tentou dar ao lado quando tinha tudo para marcar, permitindo o corte de Matip. Sérgio Conceição irritava-se com a cerimónia dos jogadores portistas, que voltaram a estar perto do golo no início da segunda parte, com Uribe a falhar por centímetros.

Percebia-se a fúria do treinador azul e branco: o FC Porto teve muitas ocasiões, mas não foi letal. E acabou por sofrer. Aos 52 minutos, depois de um alívio incompleto a um livre no lado direito, Thiago Alcântara apareceu de trás e atirou de primeira, rasteiro, colocando a bola entre o poste e Diogo Costa.

O FC Porto perdeu agressividade com o golo sofrido e, aos poucos, também com as entradas de Robertson e Henderson, o Liverpool foi ficando mais confortável. Ainda houve um golo anulado a Minamino, mas foi dos pés de Mohamed Salah que saiu o golpe final (70'). O avançado egípcio entrou na área, sentou Uribe e atirou para o fundo das redes, igualando Firmino e Mané como maior carrasco de sempre dos 'dragões' na Europa (cinco golos cada).

Por esta altura já estavam em campo Francisco Conceição e Vitinha, mas o desânimo apoderou-se dos jogadores portistas, que continuam sem vencer em solo inglês. Ainda assim, houve uma boa notícia: a vitória do AC Milan em Madrid manteve os azuis e brancos no segundo lugar do grupo, com cinco pontos, mais um do que italianos e espanhóis.

No dia 7 de dezembro, o FC Porto recebe os 'colchoneros' e a luta será feita a três: se ganhar apura-se, se empatar qualifica-se desde que o AC Milan não ganhe ao Liverpool, se perder segue para a Liga Europa se os italianos não ganharem, e é eliminado das competições europeias se os 'rossoneri' vencerem.

O momento

Liverpool faz o 1-0: O golaço de Thiago Alcântara, aos 52 minutos, fez o Liverpool respirar de alívio, depois de um arranque mais apático, e foi um duro golpe nas aspirações do FC Porto, que tinha desperdiçado várias oportunidades até então. A mais de 30 metros da baliza, o  médio hispano-brasileiro fez a bola voar até ao fundo da baliza de Diogo Costa.

O melhor

Thiago Alcântara: Abriu o marcador com um golo fabuloso, de fora da área, e teve outros lances de génio, como o passe que isolou Sadio Mané, no golo invalidado na primeira parte.

O pior

FC Porto perdulário: Em jogos desta envergadura, marcar é impreterível e o FC Porto, mesmo com várias ocasiões desenhadas, não o conseguiu fazer. Pedia-se melhor capacidade de decisão a jogadores como Taremi e Otávio, que teve nos pés o falhanço da noite.

Reações

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