A seleção portuguesa de futebol ganhou apenas metade dos seis jogos que disputou no Grupo F europeu de qualificação para o Mundial2014, um percurso pouco exemplar que a coloca em posição delicada na corrida à fase final.

A equipa liderada pelo selecionador Paulo Bento até pode sair do jogo de sexta-feira com a Rússia na liderança do agrupamento, mas dificilmente conservará essa posição por muito tempo, porque os russos têm menos dois jogos realizados, e mesmo na luta pelo segundo lugar está fortemente ameaçado por Israel, onde conseguiu um dos empates mais afortunados na sua história.

A campanha de apuramento para o Campeonato do Mundo que vai realizar no Brasil começou a 7 de setembro de 2012 com uma vitória sofrida no Luxemburgo, por 2-1, num jogo perante uma das mais frágeis seleções europeias, em que em que se encontrou a perder aos 13 minutos, na sequência do golo marcado por Daniel Da Mota, mas deu a volta graças aos remates certeiros de Cristiano Ronaldo, aos 28, e Hélder Postiga, aos 54.

O triunfo por 2-0 na receção ao Azerbaijão, quatro dias mais tarde, pareceu colocar a seleção em velocidade de cruzeiro, mas a análise do jogo revelou um cenário bem diferente: Portugal chegou ao intervalo empatado 0-0, marcou o primeiro golo aos 63 minutos pelo recém-entrado Varela e só descansou nos últimos cinco, quando Hélder Postiga, aos 85, e Bruno Alves, aos 88, fixaram o resultado final.

Apesar das exibições pouco convincentes, Portugal chegou com um percurso 100 por cento vitorioso a Moscovo para defrontar a Rússia, considerada a principal adversária na luta pela vitória no grupo. A derrota por 1-0, consumada com o tento de Alexander Kerzhakov aos seis minutos, puniu mais uma exibição sem chama e colocou a congénere russa na "pole position", até porque já se tinha imposto em Israel e em casa à Irlanda do Norte.

A Rússia ficou em posição ainda mais privilegiada quatro dias mais tarde, quando venceu o Azerbaijão e beneficiou do empate 1-1 cedido por Portugal na receção aos norte-irlandeses, em mais um encontro em que se viu na necessidade de recuperar de uma situação de desvantagem, só conseguindo responder aos 79 minutos, por intermédio de Hélder Postiga, ao golo marcado por Niall McGinn aos 30.

Mais dramático foi o empate 3-3 em Israel, que poderá revelar-se precioso na decisão do segundo lugar da "poule", conquistado graças a um golo marcado aos 90+3 minutos "a meias" entre Fábio Coentrão e o israelita Yuval Shpunginm, que atirou a bola contra as pernas do defesa do Real Madrid e a encaminhou para o fundo da baliza.

Num jogo com muitas peripécias, a equipa das “quinas" entrou a ganhar com um tento de Bruno Alves, logo aos dois minutos, mas os anfitriões viraram o resultado por intermédio de Tomer Hemed (24), Eden Bem Basat (40) e Null Gershon (70), antes de Hélder Postiga reduzir aos 72 e devolver aos portugueses a esperança que Fábio Coentrão conseguiu agarrar.

Além dos pontos perdidos perante um inesperado adversário direto, Portugal ficou também privado de Cristiano Ronaldo para o confronto seguinte, no Azerbaijão, depois de o jogador mais influente da equipa lusa ter visto o segundo cartão amarelo na fase de qualificação, falhando o primeiro jogo oficial sob o comando técnico de Paulo Bento.

Mesmo sem Ronaldo, Portugal conseguiu minimizar os danos e sair de Baku com um triunfo fundamental, mas que apenas começou a ser construído na segunda parte, quando o defesa Bruno Alves inaugurou o marcador, aos 63 minutos, antes de Hugo Almeida descansar os adeptos lusos aos 79, ao fixar o resultado final.

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